19/09/2014 - 10:25:00
Bebidas> Vinhos > Degustação


Para quem gosta da diversidade, mais do que nunca, estamos caminhando nesta direção

Alguns dos vinhos da apresentação de Daniel Pi no Argentina Premium Tasting

Meninas e meninos,

Ouço sempre esta pergunta quando se trata de manifestação pessoal, ou seja, quando o gosto pessoal fala mais alto.

Porque fazer um Pinot Noir no Chile se na Borgonha os fazem tão bem, ou no Brasil os Merlot nem se compararam com os de Bordeaux, mesmo no Pomerol, e porque então os fazem?

Primeiramente volto a repetir, e o farei quantas vezes for necessário, que tipicidade tem a ver com o local onde é vinificado o vinho, seja ele na Alemanha, Austrália ou Brasil, e ao menos eu, detesto comparar tipicidade entre um Merlot Italiano e um Pomerânio, ou um Cabernet Sauvignon Chileno e um Brasileiro, um Cabernet Franc Argentino e outro Alemão, e assim por diante.

Todos nós temos o direito de não gostarmos deste ou daquele vinho, desta ou daquela uva, mas creio que não tenhamos o direito de achar que estes que gostamos são os melhores do mundo e que em mais nenhum lugar do território vitivinícola mundial, os seus pares serão ao menos parecidos em aromas e sabor; e não serão mesmo!

Isto parece novidade?

Claro está que não serão iguais, e ainda bem que assim sejam, apesar de se utilizarem das mesmas leveduras de laboratório, e das mesmas cepas clones, o terroir que lhes dá a vida e a mão do homem, que os trata culturalmente e os vinifica será diferente, mesmo usando a mesma técnica, hoje ao alcance dos mais simples mortais que tenham acesso a um pingo de tecnologia advinda da nossa conhecida internet, globalizando tudo.

Gosto de vinhos, mais de uns do que de outros, de todos os lugares e de todas as cepas.

Tenho os meus preferidos, como todo mundo, mas, entendo o desejo do vinhateiro em fazer seus Tannats, seus Malbecs, seus Sauvignons Blanc, seja, onde estiverem geograficamente, contanto que estes sejam tecnicamente adequados, não me obrigando a gostar deles, mas reconhecendo seu teor técnico, sua boa vinificação e qualidade técnicas.

E mais uma vez obtive a prova de que este meu pensar está na direção correta, ao menos para mim, quando degustei fantásticos Cabernet Franc, deliciosos Cabernet Sauvignon, Malbecs incríveis todos eles advindos da mesma região, Mendoza, e mesmo assim, muito diferentes entre si, bastando a altitude interferir.

Não só a altitude, mas o solo, a luminosidade, não à toa, planta-se em várias orientações cardeais, mas não só, isto não basta.

Os ventos, se marítimos ou continentais faz incrível diferença nas parreiras, por consequência em suas uvas, e por tabela, é claro, nos vinhos.

Em suma, vamos degustar bons vinhos minha gente, pensando na qualidade, esta sim não devemos abrir mão, e para nossa alegria enófila, na diversidade que encontramos, mesmo se tratando da mesma cepa, e da mesma macrorregião.

Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

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18/09/2014 - 11:45:00
Bebidas> Vinhos > Degustação


Argentina Premium Tasting superou minhas expectativas

O incrível Cabernet Sauvignon 2005 Carmelo Patti

Meninas e meninos,

Estive como convidado participando de um evento organizado por alguns organismos oficiais argentinos sobre vinhos.

Dentre os organizadores, devo citar Nicolás Alemán, diretor do concurso Argentina Premium Tasting, que nasceu em 2011 com o propósito de eleger os melhores vinhos, em uma degustação às cegas, em Mendoza na Argentina, este ano foi a sua quarta edição, e que traz agora ao Brasil uma pequena mostra do que seja este grande concurso.

Outros que não posso esquecer, responsáveis pelo brilhante evento, são os responsáveis pelo Wines of Argentina no Brasil, onde figuram a linda Carolina Tonnelir como manager da América Latina e o amigo André Rossi, conhecido como Déco, que estrutura e organiza o órgão por aqui.

Também a contribuição inestimável do Instituto Nacional de Promoción Turistica, na pessoa de Sebastián de Miguel, tornou possível o grandioso evento, além da valiosa contribuição da Carolina Orantes, divulgando. Porque grandioso?

Bem, quando se pretende ter por aqui um evento com tantas e tais personalidades do vinho argentino reunidas, não se pode deixar por menos, pois estiveram juntos os ganhadores do Trophy no Argentina Wines Award 2014 e os pontuados com no mínimo 92 pontos de R.P 2014.

Falo mesmo com orgulho de ver o quão deu certo este evento, e confesso com admiração, pois devido ao porte e grandeza, temia pela execução do programa, e já externei esta minha opinião aos organizadores acima citados, pleiteando desde já a continuidade e incorporação do evento no calendário de vinhos no Brasil.

Dois dias de intenso aprendizado, com minha predileção pelos grandes temas e estudos apresentados, que pude obter no primeiro dia com as palestras brilhantes de Alejandro Vigil, cujo tema Chardonnay e Cab. Franc de Altitude me levou a entender mais sobre os efeitos causados nas parreiras e suas uvas.

José Luís Mounier com os Vinhos do Norte.

Daniel Pi e os Troféus Regionais e Sebastián Zuccardi com o tema Terroirs.

No segundo dia, com uma mesa de degustadores dos mais gabaritados e que já passaram pelo corpo de jurados do concurso em Mendoza, onde se julgam cerca de 700 vinhos, e sei que não é fácil a tarefa, pois como jurado também de alguns grandes concursos nacionais e internacionais, já senti na pele( e na boca) os efeitos dos taninos cumulativamente.

Fizeram parte da mesa comentando os 29 grandes vinhos selecionados dentro dos critérios acima citados, Susana Balbo, enóloga respeitada e residente do Wines of Argentina-Wofa; Suzana Barelli, editora Revista Menu, jurada do Argentina Wines Award- AWA em 2014; e Guilherme Correa, respeitado sommelier, bicampeão brasileiro em 2006 e 2009dentre outros concursos internos e externos.

Só para não deixar de falar dos vinhos, para mim, o grande vinho do painel foi o Carmelo Patti Cab. Sauvignon 2005, que recebeu 94 RP, com olfato balsâmico, tostados, frutado, especiarias várias, algum terroso. Em boca confirma o frutado elegante, equilibrado em taninos e álcool com 14% e que juntos à fantástica acidez para um vinho com esta idade, me leva a crer que dure bem por mais uns 10 anos. As especiarias presentes no nariz se abrem em boca adocicadas com noz moscada e canela, com sutil picância de cravos da Índia, enfim maravilhoso.

O melhor preço que segundo informaram, seu preço é ao redor dos R$ 140,00.

Voltarei sem dúvida, falando de grandes momentos e vinhos idem, deste evento em outras postagens.

Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

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17/09/2014 - 10:04:00
Bebidas> Vinhos > Degustação


A poucos dias de conhecermos os melhores e mais representativos vinhos da safra 2014, Vinícola Basso é uma das estrelas na Disney

Taça sobre bandeira –crédito: Maryo Franzen.

Meninas e meninos,

Quem nunca sonhou em estar na Disney que atire a primeira pedra!

A XXII Avaliação Nacional de Vinhos safra 2014, que acontecerá dia 27 de Setembro em Bento Gonçalves, e com muita alegria, mais uma vez estarei presente, é a festa do vinho brasileiro.

Enquanto isso, já no dia 19 de Setembro, começa na Disney World, o Disney o Epcot Center Food & Wine Festival, que nesta edição, contará com uma estrela brasileira, os vinhos Monte Paschoal, da Vinícola Basso de Farroupilha-RS.

“Será uma experiência única para os visitantes conhecerem o melhor da produção vitivinícola nacional e da nossa culinária”, observa o diretor comercial da Vinícola Basso, Fabiano Basso.

O festival, com gastronomia e vinhos, seguirá até 10 de Novembro, dando oportunidade a centenas de milhares de pessoas, que queiram conhecer de perto os vinhos Monte Paschoal, que em sua 19ª edição promete levar turistas a conhecerem um pouco da culinária de culturas ecléticas e cozinhas mundiais.

Com a presença de renomados chefs de cozinha, os visitantes terão a oportunidade de provar refeições exclusivas, delícias como moqueca de pescado, pão de queijo e cocada serão algumas das atrações brasileiras, e para acompanhar, um Monte Paschoal Reserve Tannat.

O vinho, além de estar disponível no quiosque do Brasil no festival, também estará disponível para compra na loja de vinhos da Disney. “Esta iniciativa permitirá a conquista de milhões de potenciais consumidores globais”, observa Fabiano.

A Vinícola Basso já exporta para os Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e Noruega, e vem desde 2008, conquistando diversos prêmios e medalhas nacionais e internacionais, são 76 ao todo, em concursos disputados na França, na Inglaterra e no Canadá. Somente este ano a empresa ganhou 18 distinções para os seus vinhos e espumantes.

Na edição 71 do Guia Vinho & Cia, em acirrada disputa entre os vinhos da AFAVIN-Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados, degustação às cegas que eu incentivei e ajudei a montar, os espumantes Monte Paschoal Brut e Monte Paschoal Moscatel ganharam medalhas de ouro em suas categorias de preços.

A Vinícola Basso é uma das empresas mais tradicionais do setor vitivinícola nacional e um dos ícones da Serra Gaúcha, a principal região produtora de vinhos do Brasil.

Vinícola Basso: www.vinicolabasso.com.br

Guia Vinho & Cia: www.jornalvinhoecia.com.br

Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

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16/09/2014 - 10:00:00
Bebidas> Vinhos > Degustação


Degustação dos vinhos das bodegas O. Fournier na presença de José Manuel Ortega Gil-Fournier é mais espetacular

Taças com 7 preciosidades da O.Fournier.

Meninas e meninos,

A Vinci, que importa os vinhos desta bodega que está presente na Argentina, no Chile e na Espanha, sempre fazendo vinhos da melhor qualidade, e que transparecem sempre o seu terroir de origem, traz para uma apresentação seleta, o próprio condutor desta prestigiosa e premiada casa, José Manuel Ortega Gil-Fournier.

Sete vinhos degustados, sete maravilhas, que por mais que já conheça, sempre despertam paixões novas, com as novas safras, pois são como todos os vinhos deveriam ser, um espelho do que se passou durante os anos em questão, com o clima, as uvas, o solo, e porque não a mão do homem, que pode e deve mudar de conceitos, para não ficar estático, enredado no perigoso jogo do não mudar o que está ganhando e vendendo.

José Manuel, durante sua apaixonada explanação citou uma passagem bíblica, que quero replicar aqui, um dos versículos por ser muito interessante, e vejam que estamos falando de mais de 2000 anos atrás: Lucas 5, 33 a 39.

“Também ninguém põe vinhos novo em odres velhos; doutro modo o vinho novo fará rebentar os odres, derramar-se-á o vinho e perder-se-ão os odres; mas o vinho novo deve pôr-se em odres novos, e assim ambas as coisas se conservam”. Ninguém depois de ter bebido vinho velho, quer do novo, porque diz: o velho é melhor.

Não é o máximo?

Voltando aos vinhos, degustamos:

1-BCrux Sauvignon Blanc 2012- Argentina
2- Alfa Centauri Sauvignon Blanc 2010- Chile
3- BCrux Blend 2009- Argentina: 50% Malbec, 35% Tempranillo e 15% T.Nacional
4-Alfa Crux Blend 2006- Argentina: 75% Tempranillo e 25% Malbec
5-O. Fournier 2008-Chile: 80% C.Franc, 10% C.Franc e 10% Carignan
6- Alfa Centauri Blend 2008- Chile: 55% C.Sauvignon, 30% C.Franc e 15% Merlot
7-O. Fournier Ribera Del Duero 2005: Tinta Del País(Tempranillo)

E para nossa alegria uma surpresa, uma Magnum do Alfa Crux Blend 2001: 70% Tempranillo, 20% Malbec e 10% Merlot.

Tirando, é claro, o “surpresa”, dentre os S.Blanc, fico disparado com o BCrux, floral, mineral, frutas cítricas, em boca alguma salinidade, amanteigado, equilibrado.

Entre os ótimos Alfa, fico hoje com o Crux, pois é mais velho e já a meu ver, mais equilibrado em taninos e álcool, Muita fruta daquelas de doce feitos em tacho, cerejas marasquino no nariz, algum animal, em boca confirma o frutado, bala de café, delicioso.

Recomendo aos enófilos que gostam de sentir as diferenças possíveis na taça de diversos terroirs, que experimentem estas sensações com uma mostra tão diversificada, quanto apaixonada que o José Manuel nos mostrou.

Vinci: www.vinci.com.br

Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

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15/09/2014 - 10:20:00
Gastronomia> Azeite > Informação


O azeite brilha como principal elemento no evento de lançamento do "Azeite sua Vida"

Azeite Coosur, empresa que também produz o conhecido azeite La Española.

Meninas e meninos,

Com uma apresentação imperdível, o ICEX-España Exportación e Inversiones, junto ao escritório comercial da Espanha, órgão ligada à embaixada, e organizado pela Sibaris, foi apresentado o “Azeite sua Vida”, onde com a colaboração preciosa do Chef Daniel Redondo, do Mani-Manioca, foi lançado um e-book com receitas onde o azeite não é apenas um coadjuvante, mas uma estrela.

Claro, que em um evento desta natureza, muitos produtores de azeites estavam presentes com seus produtos, alguns ainda em trâmite de importação ao Brasil, outros já aqui nossos velhos conhecidos.

Muito já falei de azeite, mas ainda há muito que falar, para introduzir a cultura do consumo desde óleo em nosso país, e de uma maneira correta, sem místicas e jogadas de marketing.

Como maior produtor mundial deste precioso óleo, a Espanha tem todo o interesse em que os consumidores saibam o que é o azeite, como consumi-lo, como compra-lo e principalmente, como utiliza-lo e guarda-lo.

Muito se tem de conceitos errados como o da cor do azeite, uns achando melhor o mais amarelado, outros achando o esverdeado como o bom, ainda outro dia vi em um programa de gastronomia um Chef falando que o mais verde é o extra virgem, vejam até que ponto vai a desinformação, pois a cor nada tem a ver com ser ou não extra virgem.

Outra falácia é de que os que possuem os índices mais baixos de acidez são melhores; estes índices de nada valem sem os índices de oxidação avaliados em laboratório, onde o peróxido é muito importante de se saber e a absorção que o azeite tem da energia luminosa ultravioleta:

vejam meus textos tanto no Blog, os mais antigos, como neste site e saibam mais sobre ele.

Falando dos azeites que conheci, dois deles me chamaram a atenção um, de uma empresa que produz o La Española, já no Brasil faz anos, a Acesur, que me mostrou o azeite Coosur, que contempla uma linha variada de azeites, e o outro os recém-chegados Rey e o Sierra Serena, este último inclusive em embalagens institucionais de 5 litros, ambos trazidos pela Sabor Mediterrâneo.

Parabéns aos promotores deste evento magnífico e seus parceiros presentes, e para quem quiser o e-book do Chef Daniel Redondo, este se encontra na página www.azeite.com.br

Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

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Quem sou eu

Enófilo apaixonado, larguei a engenharia para trabalhar com o lado lúdico dos vinhos e da gastronomia. Engenheiro por formação acadêmica, sommelier formado pela ABS-SP, acabei me tornando "O Engenheiro que Virou Vinho".

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Este blog é um espaço digital onde eu coloco todas as experiências que vivo dentro do universo do vinho e da gastronomia, procurando sempre apresentar o lado lúdico do comer e do beber bem.

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