24/04/2015 - 09:13:00
Bebidas> Vinhos > Degustação


Havia muito tempo que um vinho não me sensibilizava tanto quanto o Trebbiolo Rosso 2013 da Piovino

Vinhos biodinâmicos degustados na palestra de Hector Riquelme na Expovinis Brasil 2015

Meninas e meninos,

Em uma degustação com o querido amigo, sommelier de fama internacional Hector Riquelme, em uma das palestras na Expovinis Brasil 2015, pude conhecer um vinho biodinâmico, que me deixou encantado.

A vinícola La Stoppa, e o vinho o Trebbiolo Rosso 2013 um IGT Emilia Romagna.

Curiosamente, o nome parece indicar que alguma Nebbiolo entre no corte, mas este é 60% Barbera e 40% Bonarda.

Seus aromas encantam de partida, pela complexidade e pela singeleza e clareza ao mesmo tempo; parece dúbio? Então vejamos:

De princípio muito fumo de corda envolve totalmente o aroma, claro que dou uma descrição aromática e gustativa conforme minhas impressões e memórias sensoriais.

Depois vai se abrindo em frutados elegantes, um mineral bastante nítido, que depois vai deixando a fruta licorosa dominar.

Lembrou-me o Sherry, licoroso de cerejas, pois é untuoso, mesmo ainda sem tê-lo degustado.

Em boca explode o licor de cerejas, um subois, ou terroso, que se apresenta agora no retro olfato, vai deixando um gostinho de cogumelos secos, funghi porcini delicioso, dando a impressão de um caldo deles.

Sinceramente pensei que o vinho passasse por botti grandes, mas não há passagem por madeira alguma, estes aromas que normalmente achamos nos vinhos que estagiam em madeira, se devem, creio eu, às leveduras indígenas com as quais o vinho fermenta.

O mais incrível é que pela informação obtida pelo Hector é que este vinho está no Brasil ao preço de R$ 66,00.

Eu vou correndo conferir pelo e-mail: piovinoselecao@gmail.com

Obrigado Hector Riquelme por me fazer conhecer este grande vinho.

Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

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23/04/2015 - 00:02:00
Bebidas> Vinhos > Evento


Conheçam os vinhos classificados no Top Tem da Expovinis Brasil 2015

Os vinhos classificados Top Tem na ordem da foto da esquerda para a direita.

Meninas e meninos,

Começou a Expovinis Brasil 2015, a maior feira de vinhos da América Latina, e começou bem, com a premiação dos vinhos classificados no Top Tem.

Três vinhos brasileiros foram premiados no Top Ten 2015 Expovinis Brasil, premiação feita por um júri especializado convidado pelos organizadores e com rótulos expostos na feira aberta nesta quarta-feira 22-04-2015 em São Paulo -SP.

O Valmarino Cabernet Franc 2012, da Valmarino Vinhos Finos e Espumantes, de Pinto Bandeira, Serra Gaúcha, foi escolhido o melhor tinto nacional. Entre os brancos brasileiros, o vencedor foi o Vigneto Sauvignon Blanc 2014, da vinícola catarinense Pericó. O Aracuri Brut Chardonnay 2013, da gaúcha Aracuri Vinhos Finos, foi eleito o melhor espumante nacional.

É a sétima edição consecutiva em que o estande Vinhos do Brasil tem destaque na maior feira do segmento da América Latina. A 19ª edição da Expovinis - Salão Internacional do Vinho encerra na sexta-feira (24) e conta com a participação de 19 vinícolas brasileiras no espaço coletivo de 351m² organizado pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). Vinícolas das regiões gaúchas da Serra, Campanha e Serra do Sudeste, além do Planalto Catarinense, Região Metropolitana do Paraná e Vale do São Francisco estarão no estande institucional.

Confira a lista completa do Top Ten 2015 na ordem da foto da esquerda para a direita.

Espumante Nacional: Aracuri Brut Chardonnay 2013/Aracuri Vinhos Finos.
Espumante Importado: Champagne Georges de la Chapelle Nostalgie/Champagne Georges de la Chapelle.
Branco Nacional: Vigneto Sauvignon Blanc 2014/Vinícola Pericó.
Branco Importado: Casas del Toqui Terroir Selection Sauvignon Blanc Gran Reserva 2014/Bodegas de Los Andes Comércio de Vinhos –Importador.
Rosado: Saint Sidoine Côte de Provence Rosé 2014/Cellier Saint Sidoine
Tinto Nacional: Valmarino Cabernet Franc Ano XVIII 2012/Vinícola Valmarino.
Tinto Novo Mundo: Renacer Malbec 2011/Bodega y Viñedos Renacer.
Tinto Velho Mundo (I): Pêra Grave Reserva Tinto 2011/Luxury Drinks Portugal-Importador.
Tinto Velho Mundo (II): A Sirio Rosso IGT 2007/Azienda Agricola Sangervasio.
Fortificados e Doces: Alambre Moscatel de Setúbal 20 Anos José Maria da Fonseca/Decanter-Importador.

A Expovinis Brasil 2015 vai até dia 24-04-2015

Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

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22/04/2015 - 00:06:00
Gastronomia> Churrascaria > Reconhecimento


Autêntico churrasco gaúcho agora é trabalho gastronômico de reconhecida especialização

Picanha na brasa do Fogo de Chão - divulgação

Meninas e meninos,

Cada vez mais a gastronomia se especializa, e, claro, sua mão de obra, tanto no preparo, quanto no serviço, têm que acompanhar esta especialização, assim como seus produtos, que cada vez mais devem ser frescos e de ótima qualidade.

Uma das marcas mais conhecidas no Brasil e também nos EUA é a cadeia de churrascarias Fogo de Chão, que com competência soube levar esta iguaria aos mais altos degraus da gastronomia, embora, advinda de gastronomia popular, o antigo rodízio de carnes gaúcho, das beiras de estrada.

Pois bem, o churrasco gaúcho foi reconhecido pela Justiça dos Estados Unidos como trabalho gastronômico especializado. A Corte norte-americana entendeu que, para se fazer um autêntico churrasco gaúcho, é preciso mão de obra especial.

A Justiça norte-americana reconheceu que o churrasco gaúcho exige conhecimento especializado. A decisão favoreceu a rede Fogo de Chão e um trabalhador brasileiro que a companhia tentava levar aos Estados Unidos para compor a equipe em uma das unidades do país.

O caso havia acontecido em 2010, quando o Departamento de Imigração dos Estados Unidos negou visto do tipo “L-1B visa”, destinado para trabalhadores especializados. O visto é válido para que uma empresa multinacional, instalada nos EUA, possa trazer seus empregados ao exterior quando não houver no mercado doméstico alguém que possa exercer a função com mesma eficiência e competência.

O Fogo de Chão entrou na Justiça contra a Imigração. Havia perdido em primeiro grau, mas em recurso no Tribunal Federal do Distrito de Columbia, reverteu e conseguiu autorização para trazer seus profissionais especializados em churrasco gaúcho, marca da rede.

Das 33 unidades que a rede Fogo de Chão tem atualmente, nove estão instaladas no Brasil e 24 nos Estados Unidos. “Antes de atuarem nas unidades norte-americanas, os chefes churrasqueiros passam por intenso treinamento nas unidades brasileiras. Lá, se aperfeiçoam no corte, tempero e forma de assar as carnes, seguindo as tradições gaúchas, diferencial que fez a rede se consolidar tanto dentro quanto fora do Brasil”, explica Claudiomiro Rigo, diretor de operações da rede Fogo de Chão no Brasil.

A rede utiliza o intercâmbio internacional, inclusive, como um fator motivacional para seus funcionários. Por ano, cerca de 20 colaboradores saem do Brasil e desembarcam em solo norte-americano para essa experiência.

“É um item do nosso plano de carreira que faz com que a rotatividade de profissionais no Fogo de Chão seja mais baixa que a do restante do setor alimentício”, afirma Rigo.

Com a experiência dos churrasqueiros obtida no Brasil e levada para os Estados Unidos, apesar da distância, consumidores de lá têm garantida a mesma experiência do churrasco gaúcho oferecido no país original.

Mas não só a qualidade das carnes é reconhecida aqui e lá fora, sua carta de vinhos e de cervejas é uma das mais completas, e como o inverno se aproxima por aqui no hemisfério sul, vinho e churrasco formam uma dupla imbatível.

Para nós que vivemos num país tropical e não temos a cultura do vinho arraigada, não bebemos muitos litros per capta por ano e muito menos se bebem vinhos brancos, ainda que estes sejam muito mais harmônicos em um grande leque de gastronomias, o inverno é a estação onde o frio, aonde ele se faz sentir, pede vinho, e com ele o churrasco vem junto.

No Fogo de Chão é possível unir perfeitamente refeição e a bebida especial. Além de 18 cortes de carne, dos mais nobres aos mais tradicionais, a rede disponibiliza uma carta de vinhos bem harmonizada, com espumantes, brancos, tintos e fortificados de diversas regiões do mundo.

O Fogo de Chão está presente em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e em Salvador, confira no site, pois a cada dia uma casa se inaugura.

Fogo de Chão: www.fogodechao.com.br

Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

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20/04/2015 - 10:16:00
Bebidas> Vinhos > Degustação


Anselmo Mendes, um dos mais respeitados enólogos de Portugal e do mundo, faz brilhantes vinhos brancos e tintos como o Pardusco

Pardusco Tinto e arroz de pato da Tasca do Zé e da Maria.

Meninas e meninos,

Ao aceitar o delicado e delicioso convite da Decanter, uma das mais respeitadas importadoras, pela competência em “descobrir” produtores fantástico mundo vitivinícola a fora, e pela maneira séria com que trata seu catálogo, sabia que seria incrível, pois se tratava nada mais nada menos do que um almoço com a presença do respeitadíssimo enólogo português Anselmo Mendes.

Este, conhecido pelos ótimos e surpreendentes brancos barricados, pouco usual até então da região demarcada dos Vinhos Verdes, tem uma coleção de vinhos tintos de primeiríssima estirpe, que tenho a certeza agrada muitos enófilos em todo o mundo.

Claro que começamos com seus brancos fantásticos, como o Muros Antigos Escolha 2014, corte de 40%Loureiro, 40% Avesso e 20% Alvarinho, este sem madeira, mas com 4 meses sur lies. Excepcional para acompanhar entradas e pratos com frutos do mar, e até mesmo peixes mais marcantes como a sardinha, tradicionalmente na brasa, como manda o bom figurino lusitano.

Passamos pelos ótimos vinhos, e aqui não me preocupo em falar pela ordem degustada, Loureiro Muros Antigos Vinho Verde 2014; Curtimenta Vinho Verde 2013, um Alvarinho varietal com passagem por barricas novas e usadas de 400l por 9 meses.

Outro que não passa por madeira e permanece em sur lies, o Alvarinho Contato 2013, confirma ser Anselmo Mendes conhecido como o “rei do Alvarinho”.

O excepcional Expressões 2013, também Alvarinho, com floral, ervas frescas, hortelã, e cítrico a limão no olfato, com ótima acidez, longo, untuoso, e com alguma frutas secas depois de tempo em taça, passa 9 meses em barricas usadas, e garanto, não há quem não vá gostar ao degustá-lo, harmoniza com um leque tão grande de gastronomias que tomaria tempo descreve-las todas.

Mas, para acompanha lindamente um arroz de pato servido, o maravilhoso Pardusco Tinto 2012 fez minha alegria.

Corte de Alvarelhão, Pedral, Cainho(cepa autóctone muito antiga), Borração e uma minha cepa minha querida Vinhão para fechar o blend.

Muita fruta fresca, no sentido de acidez, lácteo, algum tostado e fumê, apesar de passar muito ligeiramente em barricas, em boca o equilíbrio entre taninos, álcool de 12,5% e acidez, parche mais leve do que o olfato diria. Lembra também o “vinagrinho” dos vinhos do Porto tintos mais evoluídos. Espetacular.

Como podem intuir, harmoniza com uma grade grande de gastronomias, como o arroz de pato, um bacalhau grelhado sem muitos pimentões, mas com cebolas carameladas, entradas mais vigorosas como chouriços e morcelas à base de sangue, e queijos variados.

Este é Anselmo Mendes, que não se detém nos brancos, faz tintos ótimos também.

Decanter Vinhos Finos Ltda: www.decanter.com.br

Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

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17/04/2015 - 08:43:00
Bebidas> Vinhos > Degustação


Para comemorar o dia do Malbec, um vinho de origem distinta

Gimemnez Mendez Alta Gama Malbec - Um Malbec Uruguaio

Meninas e meninos,

Falar dos vinhos Malbec Argentinos, é muito fácil, cito, por exemplo, os Mendel, estes vinhos ícones Argentinos, elaborados pelo enólogo premiado Roberto de La Mota, filho do famoso e reconhecido enólogo Raúl de La Mota, cujo um dos grandes feitos foi a introdução da uva Malbec na Argentina.

Roberto e sócios à época, em um vinhedo localizado em Lujan de Cuyo, em sua região mais alta, obtêm seus vinhos de uma parcela de Malbec, hoje com cerca de 80 anos, e produzindo agora 70.000 garrafas/ano.

Mas não apenas a Argentina vinifica Malbec, degustei ainda em viagem ao Uruguai, um exemplar da linda Alta Reserva de Gimemez Mendez.

Poderoso, equilibrado em álcool de 13,5% e acidez, taninos finos e elegantes, muita fruta como cerejas maduras e Sherry, seu floral é muito sutil, o que o diferencia de muitos Malbec vindos da Argentina, onde se vinifica esta cepa como emblemática do país.

Também, devido à safra espetacular deste ano de 2015, provei a amostra ainda em barricas o desta safra, que está na verdade quase pronto, apesar de ainda ser afinado por mais uns seis meses em barricas de 2º uso, como é característica dos vinhos desta linda Alta Reserva.

Achei oportuno darmos destaque ao varietal de Malbec da Gimenez Mendez, no dia do Malbec, pois assim se confirma a tese de que o que importa é termos vinhos bons, sejam Argentinos, Uruguaios ou Brasileiros.

Gimenez Mendez: www.gimenezmendez.com

Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão

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Quem sou eu

Enófilo apaixonado, larguei a engenharia para trabalhar com o lado lúdico dos vinhos e da gastronomia. Engenheiro por formação acadêmica, sommelier formado pela ABS-SP, acabei me tornando "O Engenheiro que Virou Vinho".

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